segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ele aqui, mais uma vez...

Sei que já falei do Evandro Daolio aqui por mais de uma vez.
Sei, também, que já indiquei seus livros.
Mas agora falo com propriedade do livro que ele lançou recentemente, o Ria da sua vida e da minha ainda mais 4!
A maior característica de suas obras é o humor.
Mas, no livro 4, o Evandro se superou!
Além das passagens engraçadas, que são de costume (muito engraçadas, por sinal!), ele traz aqui capítulos que nos levam a reflexões muito importantes.
Daquelas que nos fazem pensar em nossas atitudes e postura em determinadas situações.
Maravilhoso!
Indico a todos!
Boa leitura e abraços!

domingo, 10 de julho de 2011

Vou contar um segredo...


Um livro que amo ler e reler é O Segredo de Rhonda Byrne.
A primeira vez em que o li, minha vida mudou absurdamente, para melhor!
E, acreditem, isso foi acontecendo naturalmente!
Em questão de seis meses, minha vida era outra. Eu era outra!
E, estou relendo-o. Podem ter certeza que, em pouquíssimos dias, mudanças acontecerão em minha vida e estarei aqui dividindo-as com vocês!
É fato de que nossa mente é que comanda tudo o que está ao nosso redor.
Nossos pensamentos são quem comanda o universo.
Podemos ter tudo que queremos, mas, para isso, devemos ter os pensamentos voltados à nossas vontades. Mas sempre lembrando no pólo positivo.
Jamais pensem no lado negativo das coisas, porque o universo não reconhece os termos “não”, “nem”, dentre outros.
Exemplo: se quero ter as contas pagas, não posso pensar assim: “Não terei mais dívidas!”
O universo reconhecerá apenas o termos “dívidas”, logo, elas permanecerão!
Para essa situação devo pensar em “dinheiro”. Pronto! O universo se encarregará se o pensamento estiver focado nisso, e apenas nisso!
Pensem a respeito e leiam este livro, porque vale muito a pena e sou prova viva disso!
Abraços

domingo, 15 de maio de 2011

A vida é uma crônica

Resolvi que, além de indicar livros, vou falar um pouco sobre mim, leitora fanática e dar dicas de como escrever bem!
Para quem não sabe, crônica é um tipo de texto que tem como características: é curto, trata do cotidiano (dia-a-dia), e, às vezes, tem um toque de humor.
Pode ou não ser ficção.
Pois bem, cada dia que vivemos, chego à conclusão, é uma crônica.
Nosso ano é composto por 365 crônicas!
Imaginem nossa vida, então!
Mesmo que nosso dia seja entediante, isso vira crônica.
Se for triste, é crônica...
Se for surreal, é crônica...
Não importa!
Para aqueles que têm vontade de escrever mas julgam não sabê-lo, experimentem contar como foi seu dia.
Perceberão que nada melhor do que a vida para nos ensinar. Ela nos dá conteúdo suficiente... Basta treinar a técnica de escrever e pronto! Sua primeira crônica nascerá!
Lindo dia ou linda crônica a todos!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Tão atual!


O livro Como é duro ser diferente de Giselda Laporta Nicolelis traz um tema que sempre existiu na sociedade, mas que anda em evidência por conta de tudo que vem ocorrendo pelo mundo. O episódio mais recente foi o da escola de Realengo, em que tantos adolescentes foram mortos por um homem que, acredita-se, sofreu de bullying em sua fase escolar. E é esse o tema de que o livro trata: o bullying. De uma maneira bastante simples, a autora conta a história de Layla, uma adolescente cheia de conflitos com amigos que, assim como ela, sofrem perseguição em sua escola. Excelente pedida para adolescentes e pais, para que possam entender muito do que acontece por aí e, quem sabe, até encontrar o caminho para pedir ajuda, se necessário!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Em "outro" Carandiru

O livro Estação Carandiru de Dráuzio Varella ficou bastante famoso, principalmente, por conta do filme. É uma obra muito boa, sem dúvida.
Mas tenho uma preferência por outro que se chama "Vidas do Carandiru" do jornalista Humberto Rodrigues.
Esse homem, jornalista aposentado, meteu-se, sem querer, em uma roubada (literalmente) e foi preso injustamente.
Ficou alguns anos na penintenciária que nem existe mais hoje, mas que, por meio de se livro, deixou ótimos registros.
É um livro dividido em duas partes: a primeira é uma espécia de diário, em que ele retrata o seu dia-a-dia enquanto esteve preso. A segunda são as histórias de alguns detentos de quem eles se tornou amigo.
Um livro fantástico que nos faz perceber que, de tudo, temos de tirar algum proveito. Mesmo estando presos! Vale muito a pena!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Você consome mais do que pode?

A maioria das mulheres AMA consumir!
Isso é fato!
Se vemos algo em promoção, podemos até não precisar, compramos!
Se é um sapato, pegaremos mais de um par, com cores diferentes, vai que eu resolva usar com aquela blusa vermelha.
Está se identificando?
Agora imagine uma mulher que trabalha em uma revista de finanças dando dicas de como poupar dinheiro sendo a pessoas mais consumista compulsiva que existe! E, pior ainda, escondendo as contas de si mesma na tentativa de que elas desapareçam!
Essa mulher existe e se chama Rebecca Bloom!
O livro Delírios de Consumo de Becky Bloom é uma obra divertidíssima de Sophie Kinsella que faz com que muitas mulheres (quase todas) que a leem, se identifiquem com o livro, porque a Becky traz um pouco de cada uma de nós.
História engraçadíssima e deliciosa de se ler!

Leituras rápidas e prazerosas

Às vezes, a falta de tempo acaba nos tirando a vontade de ler.
O que é muito triste, porque quem lê sempre, tem a mente sempre trabalhando muito bem!
A dica que dou para quem quer continuar lendo, mesmo que o tempo para isso seja minúsculo, são crônicas.
Luís Fernando Veríssimo é um dos melhores cronistas que o Brasil tem!
Um bom exemplo de livro dele é Mentiras que os homens contam.
Crônicas bem curtas, de fácil linguagem e divertidíssimas, tratando do nosso cotidiano.
Um exemplo de crônica desse livro:


Grande Edgar

Já deve ter acontecido com você.

- Não está se lembrando de mim?

Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, e todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. E não há tempo para procurar no arquivo desativado. Ele está ali, na sua frente, sorrindo, os olhos iluminados antecipando a sua resposta. Lembra ou não lembra?

Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.

Um, o curto, grosso e sincero.

- Não.

Você não está se lembrando dele e não tem por que esconder isso. O "Não" seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. Pelo menos não entre pessoas educadas. Você devia ter vergonha. Não me lembro de você e mesmo que lembrasse não diria. Passe bem.

Outro caminho, menos honesto mas igualmente razoável, ‚ o da dissimulação.

- Não me diga. Você é o... o...

"Não me diga", no caso, quer dizer "Me diga, me diga". Você conta com a piedade dele e sabe que cedo ou tarde ele se identificará, para acabar com a sua agonia. Ou você pode dizer algo como:

- Desculpe, deve ser a velhice, mas...

Este também é um apelo à piedade. Significa "Não torture um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!". É uma maneira simpática de dizer que você não tem a menor idéia de quem ele é, mas que isso não se deve à insignificância dele e sim a uma deficiência de neurônios sua.

E há um terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.

- Claro que estou me lembrando de você!

Você não quer magoá-lo, é isso! Há provas estatísticas de que o desejo de não magoar os outros está na origem da maioria dos desastres sociais, mas você não quer que ele pense que passou pela sua vida sem deixar um vestígio sequer. E, mesmo, depois de dizer a frase não há como recuar.
Você pulou no abismo. Seja o que Deus quiser. Você ainda arremata:

- Há quanto tempo!

Agora tudo dependerá da reação dele. Se for um calhorda, ele o desafiará.

- Então me diga quem eu sou.

Neste caso você não tem outra saída senão simular um ataque cardíaco e esperar, falsamente desacordado, que a ambulância venha salvá-lo. Mas ele pode ser misericordioso e dizer apenas:

- Pois é.

Ou:

- Bota tempo nisso.

Você ganhou tempo para pesquisar melhor a memória. Quem é esse cara, meu Deus? Enquanto resgata caixotes com fichas antigas no meio da poeira e das teias de aranha do fundo do cérebro, o mantém distancia com frases neutras como jabs verbais.

- Como cê tem passado?

- Bem, bem.

- Parece mentira.

- Puxa.

(Um colega da escola. Do serviço militar. Será um parente? Que é esse cara, meu Deus?)

Ele está falando:

- Pensei que você não fosse me reconhecer...

- O que é isso?!

- Não, porque a gente às vezes se decepciona com as pessoas.

- E eu ia esquecer você? Logo você?

- As pessoas mudam. Sei lá.

- Que idéia!

(É o Ademar! Não, o Ademar já morreu. Você foi ao enterro dele. O... o... como era o nome dele? Tinha uma perna mecânica. Rezende! Mas como saber se ele tem uma perna mecânica? Você pode chutá-lo, amigavelmente. E se chutar a perna boa? Chuta as duas. "Que bom encontrar você!" e paf, chuta uma perna. "Que saudade!" e paf, chuta a outra. Quem é esse cara?)

- É incrível como a gente perde contato.

- É mesmo.

Uma tentativa. É um lance arriscado, mas nesses momentos deve-se ser audacioso.

- Cê tem visto alguém da velha turma?

- Só o Pontes.

- Velho Pontes!

(Pontes. Você conhece algum Pontes? Pelo menos agora tem um nome com o qual trabalhar. Uma segunda ficha para localizar no sótão. Pontes, Pontes...)

- Lembra do Croarê?

- Claro!

- Esse eu também encontro, às vezes, no tiro ao alvo.

- Velho Croarê!

(Croarê. Tiro ao alvo. Você não conhece nenhum Croarê e nunca fez tiro ao alvo. É inútil. As pistas não estão ajudando. Você decide esquecer toda a cautela e partir para um lance decisivo. Um lance de desespero. O último, antes de apelar para o enfarte.)

- Rezende...

- Quem?

Não é ele. Pelo menos isto está esclarecido.

- Não tinha um Rezende na turma?

- Não me lembro.

- Devo estar confundindo.

Silêncio. Você sente que está prestes a ser desmascarado.

Ele fala:

- Sabe que a Ritinha casou?

- Não!

- Casou.

- Com quem?

- Acho que você não conheceu. O Bituca.

Você abandonou todos os escrúpulos. Ao diabo com a cautela.

Já que o vexame é inevitável, que ele seja total, arrasador. Você está tomado por uma espécie de euforia terminal. De delírio do abismo. Como que não conhece o Bituca?

- Claro que conheci! Velho Bituca...

- Pois casaram.

É a sua chance. É a saída. Você passa ao ataque.

- E não avisaram nada?!

- Bem...

- Não. Espera um pouquinho. Todas essas coisas acontecendo a Ritinha casando com o Bituca, o Croarê dando tiro, e ninguém me avisa nada?!

- É que a gente perdeu contato e...

- Mas o meu nome está na lista, meu querido. Era só dar um telefonema. Mandar um convite.

- É...

- E você ainda achava que eu não ia reconhecer você. VOCÊS que se esqueceram de mim!

- Desculpe, Edgar. É que...

- Não desculpo não. Você tem razão. As pessoas mudam...

(Edgar. Ele chamou você de Edgar. Você não se chama Edgar. Ele confundiu você com outro. Ele também não tem a mínima idéia de quem você é. O melhor é acabar logo com isso. Aproveitar que ele está na defensiva. Olhar o relógio e fazer cara de "Já?!".)

- Tenho que ir. Olha, foi bom ver você, viu?

- Certo, Edgar. E desculpe, hein?

- O que é isso? Precisamos nos ver mais seguido.

- Isso.

- Reunir a velha turma.

- Certo.

- E olha, quando falar com a Ritinha e o Mutuca...

- Bituca.

- E o Bituca, diz que eu mandei um beijo. Tchau, hein?

- Tchau, Edgar!

Ao se afastar, você ainda ouve, satisfeito, ele dizer "Grande Edgar". Mas jura que é a última vez que fará isso. Na próxima vez se alguém lhe perguntar "Você está me reconhecendo?" não dirá nem não. Sairá correndo.


Delícia, né? E no livro há muito mais!!!
Vale mutíssimo a pena!
Confira!